sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Rumores de um pai sem preconceito


    Olá. Como eu não sou boa em textos dissertativos (Eles sempre ficam muito longos, cheio de bobagens inúteis, erros de português e é realmente um saco ler) vou escrever em forma de diálogo e eu não tenho por que dar tantas explicações também, o blog estroncho é meu e eu escerevo do geito qui eu queser.

    Meu pai e meu irmão vão sair de férias para Florianópolis e eu e minha mãe vamos ficar em casa por que lugar de mulher é em casa mesmo e meu pai como o macho alfa decidiu levar meu irmão para um lugar divertido cheio de mulheres de biquíni onde eles possam ser machos juntos sem a patroa ou a filha encalhada  por que temos que trabalhar um dia depois do ano novo então não vale a pena sair. (pois é) Então eis que meu pai chega todo cheio de frescuras e remorsos:

Pai: -"...Mas filha, tu não vais ficar chateada mesmo?"
Eu: -"Claro que não!! Por que eu deveria?"
Pai: -"Eu e teu irmão vamos sair enquanto vocês ficam aqui...vou me sentir mal por eu estar lá e vocês não. -Na verdade só tu, tua mãe é muito chata-"
Eu: -"Nada a ver pai. Primeiro por que eu nem sou fã de praia, mais de uma semana e eu me sinto mal com tanto calor e estúpida por ficar no meio de tanta gente burra, quer dizer... simples. E depois não dá para fazermos tudo junto, infelizmente. Eu também faço um monte de coisas sem vocês. (Nessa hora eu me senti o pai dando sermões óbvios sobre a vida). Relax man!"
Pai:-"Sei...mas é que..."
Eu:-"O quê? Fala!"
Pai: -"Eu tenho ouvido uns rumores..."
Eu: -"Que rumores?"
(A partir daqui foi um jogo de sarcasmos entre as duas partes. Normal)
Pai: -"Que tu tem vários namorados"
Eu: -" (HAHAHAHAHAHAHAHAHA QUEM DERA!) haha Sério? É essa a imagem que eu passo?"
Pai: -"É...e com homens mais velhos também"
(Nada representa melhor a cara que eu fiz como se a minha cabeça fosse um balão e ele tivesse sido furado por uma agulha e estivesse esvaziando)
Eu: -"DA ONDE??!! E eu lá pedófila desse jeito vou gostar de homem velho?"
Pai: -"É verdade...mas eu achei que tu gostasse de homens estilo viking...tipo aquele ator do Thor."
Eu: -"Ah...o Thor...ele é uma exceção"
Pai: -"E o Brad Pitt?"
Eu: -"Outra exceção"
Pai: -"Se eu me lembro bem tu tinha falado de um cara no teu serviço também..."
Eu: -"Ah, ele é bonito...mas para um homem mais velho e ele é casado também. E quem dá em cima de mim é ele."
Pai: -"Que horror, tá atacando até homem casado, que desespero!"
Eu: -"O DESESPERADO É ELE POR GURIA NOVA!"
Pai: -"Aham..."
Eu: -"Tá pai, eu gosto de homens grandes e tal...mas isso é fisicamente, acho que eu amaria de verdade uma pessoa mais divertida ou bobão como eu"
Pai: -"E quem tá falando em amor? Não vai me dizer que quer casar também?"
Eu: -"Não, o que eu quero dizer é que o que tem me aparecido são uns tipos muito estranhos e eu só ficaria com alguém ao ponto de te apresentar se fosse alguém que eu gostasse de verdade e MAS AFINAL TU QUER OU NÃO QUE EU FIQUE COM UM BANDO DE HOMENS?!"
Pai:-"Quero que tu aproveite a vida independe de ter alguém ou não."
Eu: -"Awn Pai, que lindo...que legal que tu pensa assim, o normal seria dizer isso para o Lucas e não para a filha mulher..."
*tapinha na cabeça* Momento paterno ♥
Eu:-"Então tá, pode deixar que eu vou me divertir bastante enquanto tu estiver fora! Vou dizer sim para todos que eu estou enrolando até agora, inclusive mulheres, o cara do serviço, os tiozinhos que aparecerem..."
Pai: -"... ... ...acho que eu vou ficar em casa..."




quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A Maldi e o banheiro do primeiro emprego.

   Faz tempo que não me acontecesse nada vergonhoso ou constrangedor e isso é muito estranho.
   Pode ser uma pausa da minha maldição ou ela está se intensificando sorrateiramente para se manifestar de forma catastrófica em breve, mas eu prefiro acreditar que a maldição que caiu sobre mim quando os planetas se alinharam no dia em que eu nasci...está finalmente se desfazendo. "Bah que guria viajada, deve fumar até capim lá naqueles protestos que ela participa". É eu também pensaria isso de mim depois de 5min de conversa, mas não é superstição não, é fato! Eu teria trilhões de exemplos para comprovar como eu sou azarada, o mais clássico é que quando eu gosto de algo a coisa fica uma merda pouco tempo depois. "-Sabe o rei Midas que tudo que ele tocava virava ouro? Pois é, contigo é o contrário, hahaha" -Santos, Yasmin. Em segundo lugar, eu sou azarada em terceiras impressões. Hã? Quando eu conheço alguém ou começo a fazer parte de um ambiente novo a minha primeira impressão é sempre boa, isso eu não posso reclamar. As pessoas sempre me tiram para alguém séria, intelectual e bem sociável. (HAHAHA). Na segunda impressão, que é quando eu começo a ter diálogos o "bem sociável" já morre e a minha voz fina diminui a imagem do "séria". E é na terceira impressão que aparece a Maldi (maldição, apelidada carinhosamente). SEMPRE acontece algo que as pessoas se lembrem de mim como abobalhada e atrapalhada. Tá, eu sou, mas eu não preciso manifestar isso tão bem para que se torne a minha característica mais marcante. A situação que ilustra isso melhor é a segunda semana de trabalho do meu primeiro emprego:

   Primeiro emprego. A minha mentalidade era como do Bob Esponja indo para o Siri Cascudo. "Estooooouuuuu pronto!" ♫. Era tudo tão lindo, eu era auxiliar de escritório e cara, como era fácil. Todos eram legais e era tudo tão simples. (No começo, depois virou o inferno e eles servos do capeta). Mas de início era tudo sussa. Meu empreguinho era tão legal. E eu enchia o peito para dizer "Estou trabalhando". E eu fazia tudo tão direitinho, "estava indo muito bem" pensava eu. Até aquele fatídico dia. *Levanta da cadeira e caminha pela sala.
   Era uma terça-feira quente, eu me lembro até hoje. Estávamos bebendo muita água e as idas ao banheiro eram frequentes. Depois de pedir licença, sai rapinho para o arquivo da empresa onde ficava o banheiro dos funcionários. Lá dentro estava arquivando a Simone, minha colega do andar de baixo que provavelmente achou graça na minha cara de "apertada". Antes de entrar no banheiro, eu fiquei analisando a porta, ela era muito velha. A empresa era antiga e aquela porta devia estar ali desde que foi fundada. (Daora a atenção com os funcionários). "É antigo isso né?" Falou a Simone vendo que eu ia entrar. "Bah...parece que vai desmanchar" brinquei eu. (Eu sou tão engraçadinha -q). "Haha, pois é...só tem que cuidar que ela tranca". 0_0 Opa, peraí. Tranca? E era para rir? Com a minha sorte eu além de ficar trancada ia quebrar a descarga, o troço ia transbordar e eu ia ter que gritar por socorro para me tirarem de lá enquanto o prédio inundava. "Haha...sério?" "É mas é só dar uma empurradinha, mas não se preocupe isso nunca aconteceu". Até eu aparecer, pensei eu. "Bom, de qualquer forma eu vou deixar encostada" falei para ela. "Tudo bem, estou só eu aqui". Sorri para Simone e entrei. E foi quando eu estava para cumprir o objetivo que todos vão para o banheiro que eu ouvi a voz de uma segunda pessoa entrando no arquivo. Era o meu colega do mesmo andar, que é só um ano mais velho que eu. "Puta merda!" o banheiro era unissex e pensei que ele ia entrar ali a qualquer instante. Essa adrenalina durou segundos mas foi como se fossem anos. Mas antes de me levantar do...assento (?)... eu me lembrei que a Simone estava lá. Claro, ela com certeza ia avisar que eu estava ali, no fim não teve perigo ter deixado a porta encosta... e antes que eu pudesse terminar de pensar aconteceu isso:
Profissional no paint, ME INVEJEM!


   NOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO. Whyyyyyyyyyy God, whyyyyyyyyyyyyyyyy?? Por que isso tinha que acontecer??? Buááá, não é justo! Tudo estava bem. Agora eu ia ficar conhecida como a mijona ou sei lá o que. Eu quase chorei, sério. Saí do banheiro lançando um olhar de morte para a Simone que continuava ali, como se nada tivesse acontecido. Filha da puta! Vai ver estava entediada e quis se divertir às minha custas. Ugh. Não tinha acabado. Eu tinha que subir para o primeiro andar onde estava a minha mesa...e o meu colega. A escada parecia a subida do Everest e a cada degrau eu pensava em algo que eu poderia dizer para remendar a situação, AFINAL EU IA TER QUE VER ELE TODO DIA! Eu pensei em andar rápido até minha cadeira sem olhar para os lados mas minha chefe que ficava no mesmo setor que o nosso, me chamou no meio do percurso. Merda! Eu ia passar pela mesa dele. Então quando eu estava chegando perto e o meu colega se virou, eu já ia dizer algo como "haha...dá próxima eu não esqueço de fechar a porta" ele interrompeu e começou um assunto só para desconversar. Foi aí que eu percebi que ele devia estar com vergonha também. Entrei na dele e fingi que nada tinha acontecido. E no um ano que eu trabalhei lá nunca tocamos no assunto. Ele provavelmente deve ter contado para a nossa chefe por que eles eram bem amiguinhos (servos do capeta) mas pelo menos não fizeram brincadeiras sobre isso. Mas caralho né? Por que essas coisas acontecem comigo? Tudo bem eu que devia ter trancado a porta e tal, mas poxa, eu levei uns 6 min no banheiro, não tinha necessidade de eu aprender da pior maneira possível. Então levem essa lição para a vida: 1° Não existe ninguém que se dê tão mal como a Michele e 2° Tranquem as portas de banheiro sempre! Para que no futuro quando estivermos velhos e começarmos a reviver momentos da vida, uma pessoa aleatória tenha como lembrança a imagem de você sentado no vaso com as calças arriadas.








quarta-feira, 20 de junho de 2012

A bela e a fera

   Sério mesmo, faz dias que eu tenho tido contato direto com criança. Nunca passei tanto tempo com meu irmão...Tem sido dias nostálgicos também. Moral da história é que eu estou me sentindo muito bem. Vai ver é essa minha velhice mental precoce que faz com que eu tenha reflexões da vida como se eu já tivesse vivido muito dela. Vou fazer 19 e passear pela rua dizendo "Bom dia jovens".
   Mas crianças são muito legais mesmo. Crianças de 6-10 anos. Antes é chato e depois é irritante. E até um determinado limite de tempo também. (A ideia de ter filhos ainda é algo muito duvidoso para mim e eu já estou descartando quase que definitivamente o ato de fazer uma melancia passar pela minha *****. Adotem. E adotem muitos!) Enfim, coisas desnecessárias que eu falo aparte, adoro conversar com crianças. A última que eu tive foi quando eu tinha ido buscar meu irmão do colégio e parado no supermercado para comprar a janta enquanto ele estourava bombinha (e espantava alguns clientes) do lado de fora.


**Fila do caixa: 


De repente uma menininha se vira: -"Oi!" 
Eu: (Nunca te vi na vida): -" Oi tudo bem?"
Menininha (Sorrindo muito): - "Tudo e contigo?"
Eu: -"Tudo bem... "
Menininha: -"Tu é irmã do Lucas né?"
Eu: (Tá explicado!) -"Sou...e tu é colega dele?"
Menininha: -"Não eu sou de outra turma...cadê ele?"
Eu: -"Lá fora estourando bomba"
*Menininha arregala os olhos
Eu -" Não, não de verdade, bombinha... aquelas enroladas em papel branco que tu toca no chão para fazer barulho...sabe?"
Menininha: -"Não..."
[Nesse momento a fila já estava enorme e todos entediados resolveram prestar atenção na conversa. Para a minha sorte.]
Eu: -"Ah então depois quando a gente estiver indo embora eu peço umas pro Lucas para tu estourar"
Menininha: *Dá um sorrisinho. Fica 3 segundos pensando e fala: -"Eu tenho medo que o Lucas me mate."

AGORA QUE TODO MUNDO ESTAVA OLHANDO MESMO!

Eu: -"Ãhnn... haha...como assim??"
Menininha: -" Ah é que ele nunca pára, tá sempre correndo... e ele é maior e mais forte que todo mundo. Mas ele é bobão. Se acontecer alguma coisa ele não vai saber parar."
[Daí eu ri mesmo e entendi o que ela quis dizer. Eu acho. Meu irmão sempre machuca os outros nas brincadeiras de chute, soco, bola... aperto de mãos...]
Eu: -"Hahaha...ahhh, não mas é...ãhn, como eu posso explicar...tipo a Bela e a Fera já viu?
Menininha: -"Já!!" (E os olhos dela brilharam)
Eu: -"Então, a fera só parecia uma fera por que todo mundo tratava ela assim. Mas daí a Bela conheceu ele e viu que ele era um cara legal. Que de fera só tinha a aparência. É tipo isso."
[PQP Aquela fila não acabava! Deu tempo até de fazer metáfora!]
Eu: -"Entendeu?"
Menininha: -"Ahh... E TU É A BELA!"
Eu: (Ela não entendeu) -"Nããoo... eu não posso ser a Bela, ele é meu irmão. Eles são um casal"
Menininha: -"Ahh é mesmo..."
Eu: -"Mas tu pode ser a Bela" 
*Daí ela ficou toda vermelha
[Tinha uma velha bem atrás de mim com uma cara muito de apaixonada para a menina. Por que que velhos gostam tanto de crianças??]
Menininha: -"TU TEM NAMORADO?"
Eu: (DIRETO NO PONTO!): -"Não, não tenho..."
Menininha: -"Por que?"
Eu: (Ah merda...mas foi eu quem comecei né?) -"Por que não tem ninguém que eu goste agora"
Menininha: -"Ah não fica assim. eu arrumo um para ti!"
[Assim como??]
* Daí ela se virou para o público em questão e eu também. Tinha muitos caras em volta. Eeeee...e?
Menininha: -"AQUELE?!"
[Era um cara estranho, magricelo, branquelo, de óculos e com jeito de que aqueles tomates que ele estava escolhendo era para a mulher que ele tinha escondida no porão]
Eu: -"Hum...eu acho que ele não ia querer nada comigo. Eu sou mais alta"
Menininha: -"E AQUELE?" (Nisso ela apontava e falava muito alto...cadê os pais dessa criança??)
[Matusalém indo às compras]
Eu: -"Ele é muito velho"
Menininha: -"E aquele outro?"
[Um homem de 40 anos com uma aliança de ouro fluorescente e um filho em cada mão]
Eu: -"Eu acho que ele já tem namorada"
Menininha: -"Ah e o meu irmão então?"
[Nem tinha visto irmão. Ele não tinha falado nada e era bem bonito...para uma criança de 10 anos]
Eu: (O irmão nem tem escolha?) -"Ele é muito novo"
Menininha: -"Nossa como é complicado arrumar um namorado"
Eu: -"Pra tu ver..."
[Eu acho que ela se conformou com a derrota, a fila andou um pouco e...]
Menininha: -"Teu cabelo é lindo!"
Eu: -"Awn, obrigada"
Menininha: -"Tu nasceu com essa cor?"

Só que aí eu não precisei responder por que a minha vez no caixa tinha chegado e a dela também. FINALMENTE! E eu deixei esse enigma para as pessoas daquele pacato supermercado. Vai ficar sempre a dúvida se aquela encantadora moça era ruiva natural ou não.


Menininha: *Pegando as sacolas que o irmão deixou -"Tchaaauu!"
Eu: *Ainda pagando -"Tchau tchau!"
[Nisso entra meu irmão com cara de cu por eu ter demorado]
Eu: -"AH ESPERA!" para a menina. "Lucas dá umas bombinhas para a guriazinha!"
[Daí ele olhou para ela que parou super feliz ali na porta onde todo mundo olhou]
Lucas: -"Eu não..."


















domingo, 4 de março de 2012

DeZenhar

        Quando eu era criança JURAVA que desenhar se escrevia com 'z' e foi só depois de muito tempo e situações vergonhosas é que eu me acostumei a pensar na palavra desenhar e seus derivados com 's'.  Mas o meu modo de desenhar nunca mudou então para mim, eu deZenho.
        Eu não desenho bem... aliás eu nem poderia me considerar 'desenhista' por que eu tenho muita preguiça na hora de pegar papel e lápis! Isso por que também o desenho nunca fica como eu quero... se bem que, se eu praticasse mais...acaba sendo um círculo vicioso. *longa pausa para ter pensamentos e conclusões óbvias...
        Mas enfim, desenhar é só uma parte do que eu amo do Maravilhoso Mundo da Arte (Imaginem o Voldemort com a varinha fazendo as orelinhas do Mickey no canto da tv. -Quem entendeu essa piada tem Tumblr-). Eu realmente AMO todas as coisas que englobam a definição de Arte. Música, tv, cinema, moda, teatro, dança, escultura, fotografia, pintura, livros... eu sei que essas coisas estão presente em tudo e que eu não sou um ser humano iluminado aparte na terra por gostá-las. Todos gostam. Mas ninguém VALORIZA. Experimenta dizer que passou num vestibular de medicina e num de artes cênicas para ver a reação dos manolos. Ou no meu caso que depois muito observar, construí o pensamento de que tudo é muito sério e as pessoas se tornam idiotas e mangolonas para equilibrar isso, logo eu viveria em sociedade apenas para fins produtivos como trabalho, dinheiro, formação pessoal mas a vida de verdade eu teria ouvindo música com meus amigos. O que eu sou: Super legal para os pré-adolescentes. Drogada/Fracassada para os adultos. GENERALIZANDO mega ok?
        Então... (Eu gosto de usar bastante essas palavras conclusivas por que eu nunca consigo concluir nada) deixa eu explicar como o desenho funciona para mim: Bem, começou quando eu era criança. Até aí normal. Toda criança desenha. Mas eu CONTINUEI desenhando. No começo eu desenhava coisas toscas. Toda criança tem pensamentos toscos. (Ainda mais eu) Mas foi aí que eu comecei a usar a massa cefálica e ter opiniões, pensamentos, idéias...e eu achava que ficar brincando de casinha e bonequinha, depois de um tempo e SÓ ISSO era muito chato. Daí eu fui para as animações! Os desenhos animados. E PQP! Minha bunda é chata de tanto eu ficar sentada vendo tv. Era só o que eu fazia! Daí eu quis ser como os personagens: Voar, ter super poderes... e foi aí que começaram as longas tardes de eu fazendo histórias em quadrinhos podres que só eu entendia. Brincar era muito realista. Desenhar era como VIAJAR. Daí eu cresci um pouco mais (e desde então não parei, ESPERO NÃO PASSAR DOS 1,90m !!!) e vi que essas coisas eram realmente impossíveis. -OKAY- Mas daí, por livros e tv de novo...eu descobri a vida dinâmica! Não era tão legal quanto a fictícia, mas era melhor que a normal: Viajar, ser famoso, aparecer em revistas, tv... foi a época mais fútil da minha vida. [O triste é que tem gente não evolui e sonha nesse mundinho de ser famoso até morrer] Daí os meus desenhos se baseavam em garotas super perfeitas e plastificadas conquistadas por caras mais perfeitos ainda e tudo mais. Era basicamente isso: Eu desenhava o que eu queria viver. Esse objetivo podia ser triste e depressivo, mas eu nunca fui uma pessoa louca. Eu canalizava os meus desejos em sonhos e objetivos. Os objetivos eu aplicava na minha vida e os sonhos no papel. Sem contar que essa gana por fazer as coisas 'perfeitas' fez eu me dedicar a aperfeiçoar meus desenhos COPIANDO O TRAÇO DE VÁRIOS ARTISTAS NA CARA DE PAU!
       E então...como todo mundo, eu cresci tanto fisicamente quando mentamente. (Mentalmente eu ainda tenho as minhas dúvidas) E aprendi a amar outras coisas. Aprendi a amar a vida principalmente. A realidade que eu tanto temia. Essa coisa que parecia chata e que eu nunca ia conseguir viver dentro. A vida não é injusta como dizem, as pessoas é que tornam ela assim. Foi tudo uma questão de ouvir o que os outros diziam e ver as coisas como eles viam.
      Hoje em dia eu desenho menos. Na verdade acho que os desenhos que eu faço se criem sozinhos *risadas por que eu nunca penso no que vou desenhar e quando vejo está pronto no papel. (Ou na parede do meu quarto como aconteceu recentemente). Mas sou tarada por materias de desenho *o*.
      Acredito que Deus tenha me dado o desenho para que uma pessoa que vive no mundo da lua como eu, não tivesse perdido a esperança.

      






quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

A festa, a boate, o bar...

   ...Nenhum deles!
      Se vê de longe que eu não sou o tipo de pessoa que vai em festas. Quem me conhece então está bocejando ao ler essa frase de tão óbvia que ela é. Isso é por que as pessoas que vão em festa vão por quatro motivos: 1° O que reina sobre todos - ficar, pegar e...afins. 2°: Se aparecer em roupas de festas. 3° Beber para se aparecer para os amigos e desconhecidos. 3° Dançar e curtir as músicas que gosta. Eu sei que é prepotência generalizar desse jeito. Muitas pessoas vão por outros motivos, mas 87% é por esses aí mesmo e você sabe que é! E não condendo quem goste. É o jeito de cada um. O meu é não gostar.
      Mas como eu não gosto ou critico a maioria das coisas (isso é muito triste, eu sei) resolvi experimentar ir em festas como o restante das coisas que eu julgo sem saber. Acredite, eu TENTEI gostar. Mas não deu. E isso foi lá nos primórdios dos meus 14 anos...época em que a minha personalidade estava se formando. E ainda bem que não se formou do jeito que estava, por que hoje eu estaria com um poster do Akon no quarto e de cabelo liso loiro. Enfim...naquela época eu era tipo a melhor aluna e tinha fama de 'santinha', 'comportada' (Não muito diferente dos dias atuais). Então imaginem a surpresa dos meus colegas ao saberem que eu irira a uma boate no aniversário de uma amiga nossa, Jamile. Sinceramente eu não enchi a boca para dizer EU VOU A UMA FESTA... por isso mesmo que foram as minhas amigas que pediram mais aos meus pais para eu ir do que eu mesma. Eu sempre fui bananona, isso não dá para negar. (Se você não sabe o que é bananona vá no dicionário e ache uma foto minha.) Fiquei meio nervosa e ansiosa... me lembro que eu fui numa loja comprar roupas 'legais' por que na minha cabeçona o lugar ia ser cheio de luzes e estilo heavy britânica. Mas não era. Era um lugar que parecia ter sido o último esconderijo de Bin Laden. Tanto foi que meus pais deixaram só se eu usasse o celular como Walk-talk e falesse com os pais da amiga que eu iria dormir. E falar com os pais da amiga que irira levar. E buscar. (Ufa).
      Chegando no respectivo local, umas 22:00 horas, por aí...estava eu e minha amigas na fila parecendo as Bratz-melhores-amigas e nos achando demais. Menos eu, que parecia estar com mais roupas que elas. SE É QUE ME ENTENDEM. Quer dizer, todas elas menos uma: a aniversariante. Isso foi único e a gente pega no pé dela por isso até hoje. Bom, não iríamos voltar para casa depois de tudo isso então continuamos com a noite assim mesmo, sem a Jamile. [Suuuuuper amizade]. Entrar na boate foi tranquilo -segurança uma bosta- rimos, dançamos...eu me lembro que no começo, nas musiquinhas eletrônicas, era só eu e a Gyovanna nos 'mexendo' *risadas bestas.
      Aí depois de um tempo, começou os FUNKS e PAGODES. Como vou dizer, a semelhança era como macacos num zoológico quando você diz: -"Bananaaasss!". Começaram a comemorar a cada nova música e eu só pensava WHAT A FUCK HELL I DOING' HERE?. Constantemente as palavras 'Comer' 'Gata' 'Nóis' eram gritadas ou choramingadas numas melodias que nem faziam sentido. E neste momento eu olhei para o lado e todas as minhas amiguinhas estavam ficando. E não vou falar o que mais elas estavam fazendo por que são minhas amiguinhas. Uns dois ou três guris vieram esfrear seus órgão genitais em mim, opa, quer dizer, dançar...mas eu mal falei com um e já vi que era hora de eu ir embora. Era muito Thug Stronda num só lugar. Eu estou debochando agora, mas na época eu achei super divertido. E foi mesmo, tirando os 'poréns'. Na segunda-feira de aula do outro dia, era todo mundo rindo do modo em que eu narrava o acontecido. Foi aí que eu vi que eu realmente sou abobadinha e ingenuazinha e etc...
      Bem...passado alguns anos depois disso, eu tentei de novo lá com dezessete. (Isso é por que eu tive uma adolescência terrível, atormentada por quilos de matérias para estudar e sem tempo para viver... e por que eu sempre fui paranóica para essas coisas mesmo). Foi logo depois de ir num show no Bar Opinião. O lugar é todo estilo Rock o que me deu esperança de talvez ali ser diferente do que o Botecão que eu fui da última vez. Dessa vez eu convidei o Chandler, minha amiga desde o colégio (Que foi a que mais me entendeu quando eu disse que o lugar só tocava PAGODE E FUNK). Eu tinha convidado a Gyovanna também, mas ela não pode ir. Então fomos eu e o Chandler [Apelido...pelo amor de Deus] marcamos com mais uns amigos e encontramos outros lá. Essa segunda vez foi ótima! A banda que tocou naquela noite era uma composta por uns caras mais velhos e PQP!! Que som! Foi de AC/DC a Creedence, Kiss, Rolling Stones...Eu nunca vi tanto cover bom e diferente ao mesmo tempo! Foi demais. Eu e o Chandler estávamos quase na cara do palco, os outros ficando, bebendo...mas isso não importa. Mas perfeito, perfeito não foi. Tinha um guri que eu conhecia lá e por desentendimentos, eu acho que ele achou que eu queria ficar com ele o que nao foi e ficou uma situação bem chata. Mas acontece. E esse foi um dia feliz! E eu fui para casa do Chandler ás 4:00 dormir com a sensação de missão comprida.
      Foi aí que um mês depois, uma das gurias minhas amigas que foram, a Dani, me convidou para ir de novo e eu ok. Só de lembrar do cover de "All my lovin"... Oh my God vamos amiga!!. Para começar a ida já foi uma merda. Foi tanta coisinha enjoadinha que aconteceu só na parte de se arrumar que eu me irrito só de pensar. A gente tinha combinado de pegar um ônibus para ir até o Opinião e aí que a coisa começa: A Dani ficava toda 'vou' 'não vou' por causa de uma briga com o namorado. E o 'vou' era para trair ele e o 'não vou' era de perdi até a vontade. Nesse meio tempo, eu disse sucessivas vezes que talvez fosse melhor a gente voltar e sei lá, comer uma pizza, ou ir para outro lugar, eu e um amigo que ela tinha convidado também. Mas não, ela disse que não era justo e que ele não importava e todo aquele bla-bla-bla. Entao tá. Fomos nós! O mesmo lugar, a mesma fila, talvez as mesmas pessoas, mas uma noite totalmente diferente. Passando pela fila, a Dani encontra uns guris que ela tinha conhecido lá e nisso ela começa a bater o maior papo...Sem eu e o amigo dela. Nós dois, poker face, começamos a conversar fiado e depois de um tempinho, entendi que que dois guris que eram melhores amigos, estavam a fim da Dani. Ou seja, a novela ia ser toda em volta dela e eu ia ficar de fora. E foi exatemente isso que aconteceu quando entramos lá. No começo eu e a Dani até rimos juntas, dançamos...mas foi questão de tempo até ela sumir com um bando de guri. (Dani se você estiver lendo encare os fatos: Foi verdade. E eu ainda não te perdoo por esse dia).
      E nada mais ajudava: A banda desse dia era uma merda: Uma mulher [Veja bem, eu tenho um certo preconceito por vocais femininos] com a voz mais aguda e fina que a minha; Parecia ser 'noite baile da saudade' por que só tinha gente de 35 para cima. Até apareceu um loirão alto lá, mas ele foi embora logo em seguida. Te entendo amigo, o lugar estava uma bosta. E nisso aparece um suposto 'amigo' desses caras lá da Dani que queria dançar comigo. Mas ele era chato e não importava as mentiras e desculpas que eu inventasse ele não saia de volta ignorando totalmente o amigo esse da Dani. (AHHHHHHH QUE DIA HORRÍVEL...e eu tinha estudado e trabalhado um monte ainda) Depois de horas boiando com o amigo da Dani, que daí eu descobri que era deficiente visual [QUEM DIABOS LEVA ALGUÉM COM PROBLEMAS VISUAIS NUM LUGAR QUE PISCA LUZES A NOITE INTEIRA?], nós dois chateados, queríamos ir embora e seguidas discussões depois com a Dani, fomos para casa! Ela se encostou junto, mas eu só sei que não paguei nada do táxi ou bebida! -Ui como eu sou malvada-
     E foi assim que a vida me trollou mais uma vez, deixando 2 a 0 para ela. O melhor foi o carinho e apoio das pessoas: A mãe do Chandler contando que já tinha vivido um progama de índio assim também, meus avós, minha vizinha...várias histórias ♥ *risadas.
      Me desanimei de ir em festas. Mas shows não...esses eu não desisto. Mas isso já são outras histórias...











segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O apresentamento e a parte 1: Cantadas


    Olá! Resolvi fazer esse blog pelo simples fato de não caber todas as histórias que eu resolvo contar no twitter e por achar que ninguém tenha que ler detalhamente TUDO o que eu quero falar pelas redes sociais. E por que a minha amiga deu a idéia. (Vai ver Ela não aguenta mais ouvir detalhamente tudo o que eu quero contar).
    Mas enfim, na minha vida quase nunca acontece nada muito diferente do normal. Na minha vida nunca acontece nada diferente do normal. E nada mudou desde que eu era criança. Eu reservava 1/3 dos meus pensamentos diários para ficar viajando (naquela época era sobre desenhos e gibis) e isso podia ser considerado bonitinho para uma criança, mas talvez eu tenha exercitado demais esse parte do meu cérebro, tornando irreverssível a minha capacidade de me concentrar nas coisas sem imaginar alguma coisa absurda ou engraçada ao mesmo tempo.
    Resumindo tudo isso eu não sou anormal, foi um modo mais bonito de dizer que eu sou o tipo de pessoa abobada e que vive no mundo da lua. Mas sem mais blá-blá-blá aqui vai minha primeira peripécia, a mais recente: O lindo modo que me abordam amorosamente na rua.

    Quinta-feira passada fui ao dermatologista. Pessoas branquelas e de pele sensível como eu vão muito ao dermatologista. Mas não necessariamente cedo, só que eu sempre acabo marcando para de manhã BEM CEDO. E quando a consulta é rápida, como foi dessa vez, eu não tenho nada para fazer...e fico vagando pelo centro da cidade até a hora de eu ir trabalhar. Normalmente eu acho algo para me distrair, como comprar brinquedos inúteis para o meu gato chato ou olhar lojas com atendentes antipáticos. Mas desta vez não. Não tinha nada para eu fazer. NADA. Só tinha pessoas felizes passeando de bermudas e óculos de sol aproveitando as feriazinhas em Porto Alegre, enquanto eu vagava pelo sol.
    Mas então que eu me lembrei do livro da Agatha Christie que eu tinha bolsa. Não me entendam mal, eu estou numa onda meio 'cult' mas o único lugar para se ler, sentada, na sombra, confortavelmente e sem pagar era a casa de cultura Mário Quintana e foi para lá que eu fui. Chegando lá não tinha ninguém. Só as faxineiras e meia dúzia de gente por que afinal estamos em uma quinta-feira de Janeiro, e os únicos que estão na cidade são os pais dos filhos que passaram no vestibular, as pessoas que não tem dinheiro para viajar e as pessoas tristes que nem eu, quem tem que trabalhar!
     Me sentei num sofazão preto e calculei o tempo que eu podia ficar ali até a hora de ir embora e comecei a ler. Estava muito legal, o livro é de suspense policial e eu estava com os olhos arregalados prestando a atenção e com meu corpo mais a vontade possível desde a pose concurda a boca aberta. De vez em quando eu percebia uns indivíduos que se aproximavam, passavam, mas eu não dava bola. Até que um cidadão sentou do meu lado em umas cadeiras mais a frente. Olhei só a silhueta e vi que era um homem e tinha cabelo grisalho. Ok. Nada de mais. Não vou denunciar ao convento esse aproximação ou ligar para o 190 denunciando estupro.
      Uns minutinhos depois uma das faxineiras que estava lá na recepção deu um pulo por causa de uma barata fazendo as pessoas em volta sorrirem da cena. Foi aí que o ser iluminado se pronunciou: -" HEHEHE Ela fugiu da barata". Sorrir para mim é natural então eu sorri para ele e voltei ao livro. Mas a conversa não havia terminado: -"haha tu tá lendo um livro legal aqui na casa de cultura". Desta vez o sorriso foi amarelo e o que saiu da minha boca para aquele deboche foi um "é". E voltei de novo ao livro. -"Sabe que há muito tempo eu vinha aqui para ler também..." continuou a nobre criatura "...eu gostava de ficar olhando para as exposições e passear e blablabla" e enquanto que ele ia falando me veio à cabeça a idéia de que ele poderia apenas, querer conversar fiado, como meu pai faz. Meu pai, um já Senhor de 50 e muitos anos, puxa uns assustos nada a ver com as pessoas na rua. O que me faz pensar que eu vou ter problemas quando ele realmente ficar velinho. Mas esse raciocínio de segundos é interrompido pela falta de memória da cabeça de gente velha, como a desse homem (que eu deduzo ter uns 40) que se esquecera do nome do jardim que tem no 5° andar. "O jardim de Lutenzberger?" Perguntei. Foi aí que eu entendi a entonação do "HUUUMMM...ÉÉÉ? ESSSE MESMOOOO" e o olhar de pedófilo floreceu como o que tem o Michel Teló. Daí que eu concordei rapidamente e cravei a cara no livro pensando IH FODEU. Mas ele persistiu perguntando o meu nome. Eu respondi antipática dizendo "Michele" e ele falou o dele lá e achei que ele tivesse entendido quando disse "Ah haha, desculpe interromper a leitura..." POIS É NÉ? mas eu só concordei e tentei continuar lendo. Mas ele não saiu. Pelo contrário, DORMIU ali. Como o velho que ele é. Por queee? Por que comigo? Eu só queria ler um livrinho no centro, coisa que eu nunca fiz e me aparece isso. Olhei no relógio e eram quase onze horas e ao redor passavam jovens de vários tipos, daqueles que frequentam teatro e gostam de Beatles. Por que um daqueles, estilo músico não se sentavam do meu lado? Não, tinha que ser um bom homem querendo pegar uma guriazinha e depois publicar no facebook dos amigos da empresa: -Serjão atualizou um novo status: 'PEGANDO SÓ OS BROTO.' (Why God? Why?) e voltei para sala e o clima tenso ainda permanecia. Pelo menos eu. Ele parecia bem sossegado. Deveras. E quando eu ia me leventar já pensando na twittada que eu ia dar quando chegasse em casa como: "Tentativa Fail de leitura hoje" o indigente tenta uma última vez: "-Baah...se ficar aqui eu durmo. hehehe" *ignora "-Vai almoçar?" E eu já no último louca para mandar ele tomar no cú: "NÃO" "-Ah que pena é que eu ia te convidar para almoçar!" Eu: [vai tomar no cú, vai tomar no cú, vai tomar no cú, vai tomar no cú, vai tomar no cú, vai tomar no cú, vai tomar no cú] NÃO DÁ OBRIGADA" "Tá ok...então vou lá...tchau" "tchau!" e fiz uma careta feiosa e um gesto de nojo quando ele deu as costas que fez a mulher da recepção dar uma risadinha.
      AH MAS QUE NOJO! Existem tantos argumentos para a minha indignação que eu nem sei por onde começar! Eu estava sentada sozinha lendo um livro e não 'oi eu sou uma mulher e por estar sozinha essa minha leitura é um disfarçe para seduzir os homens para eles me cantarem e comprirem seu papel no mundo'. E ele era veeeeeeeeeeelho. E ele atrapalhou toda o que seria a minha "manhã legal". E eu fui trabalhar sem almoçar depois dessa. E cada vez que eu pego o livro eu me lembro da cara medonha dele. E isso é perto de um trauma. E...deixa para lá. Não vai ser só essa vez que eu vou me dar mal. Vou deixar o  resto para escrever na próxima.