quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

A festa, a boate, o bar...

   ...Nenhum deles!
      Se vê de longe que eu não sou o tipo de pessoa que vai em festas. Quem me conhece então está bocejando ao ler essa frase de tão óbvia que ela é. Isso é por que as pessoas que vão em festa vão por quatro motivos: 1° O que reina sobre todos - ficar, pegar e...afins. 2°: Se aparecer em roupas de festas. 3° Beber para se aparecer para os amigos e desconhecidos. 3° Dançar e curtir as músicas que gosta. Eu sei que é prepotência generalizar desse jeito. Muitas pessoas vão por outros motivos, mas 87% é por esses aí mesmo e você sabe que é! E não condendo quem goste. É o jeito de cada um. O meu é não gostar.
      Mas como eu não gosto ou critico a maioria das coisas (isso é muito triste, eu sei) resolvi experimentar ir em festas como o restante das coisas que eu julgo sem saber. Acredite, eu TENTEI gostar. Mas não deu. E isso foi lá nos primórdios dos meus 14 anos...época em que a minha personalidade estava se formando. E ainda bem que não se formou do jeito que estava, por que hoje eu estaria com um poster do Akon no quarto e de cabelo liso loiro. Enfim...naquela época eu era tipo a melhor aluna e tinha fama de 'santinha', 'comportada' (Não muito diferente dos dias atuais). Então imaginem a surpresa dos meus colegas ao saberem que eu irira a uma boate no aniversário de uma amiga nossa, Jamile. Sinceramente eu não enchi a boca para dizer EU VOU A UMA FESTA... por isso mesmo que foram as minhas amigas que pediram mais aos meus pais para eu ir do que eu mesma. Eu sempre fui bananona, isso não dá para negar. (Se você não sabe o que é bananona vá no dicionário e ache uma foto minha.) Fiquei meio nervosa e ansiosa... me lembro que eu fui numa loja comprar roupas 'legais' por que na minha cabeçona o lugar ia ser cheio de luzes e estilo heavy britânica. Mas não era. Era um lugar que parecia ter sido o último esconderijo de Bin Laden. Tanto foi que meus pais deixaram só se eu usasse o celular como Walk-talk e falesse com os pais da amiga que eu iria dormir. E falar com os pais da amiga que irira levar. E buscar. (Ufa).
      Chegando no respectivo local, umas 22:00 horas, por aí...estava eu e minha amigas na fila parecendo as Bratz-melhores-amigas e nos achando demais. Menos eu, que parecia estar com mais roupas que elas. SE É QUE ME ENTENDEM. Quer dizer, todas elas menos uma: a aniversariante. Isso foi único e a gente pega no pé dela por isso até hoje. Bom, não iríamos voltar para casa depois de tudo isso então continuamos com a noite assim mesmo, sem a Jamile. [Suuuuuper amizade]. Entrar na boate foi tranquilo -segurança uma bosta- rimos, dançamos...eu me lembro que no começo, nas musiquinhas eletrônicas, era só eu e a Gyovanna nos 'mexendo' *risadas bestas.
      Aí depois de um tempo, começou os FUNKS e PAGODES. Como vou dizer, a semelhança era como macacos num zoológico quando você diz: -"Bananaaasss!". Começaram a comemorar a cada nova música e eu só pensava WHAT A FUCK HELL I DOING' HERE?. Constantemente as palavras 'Comer' 'Gata' 'Nóis' eram gritadas ou choramingadas numas melodias que nem faziam sentido. E neste momento eu olhei para o lado e todas as minhas amiguinhas estavam ficando. E não vou falar o que mais elas estavam fazendo por que são minhas amiguinhas. Uns dois ou três guris vieram esfrear seus órgão genitais em mim, opa, quer dizer, dançar...mas eu mal falei com um e já vi que era hora de eu ir embora. Era muito Thug Stronda num só lugar. Eu estou debochando agora, mas na época eu achei super divertido. E foi mesmo, tirando os 'poréns'. Na segunda-feira de aula do outro dia, era todo mundo rindo do modo em que eu narrava o acontecido. Foi aí que eu vi que eu realmente sou abobadinha e ingenuazinha e etc...
      Bem...passado alguns anos depois disso, eu tentei de novo lá com dezessete. (Isso é por que eu tive uma adolescência terrível, atormentada por quilos de matérias para estudar e sem tempo para viver... e por que eu sempre fui paranóica para essas coisas mesmo). Foi logo depois de ir num show no Bar Opinião. O lugar é todo estilo Rock o que me deu esperança de talvez ali ser diferente do que o Botecão que eu fui da última vez. Dessa vez eu convidei o Chandler, minha amiga desde o colégio (Que foi a que mais me entendeu quando eu disse que o lugar só tocava PAGODE E FUNK). Eu tinha convidado a Gyovanna também, mas ela não pode ir. Então fomos eu e o Chandler [Apelido...pelo amor de Deus] marcamos com mais uns amigos e encontramos outros lá. Essa segunda vez foi ótima! A banda que tocou naquela noite era uma composta por uns caras mais velhos e PQP!! Que som! Foi de AC/DC a Creedence, Kiss, Rolling Stones...Eu nunca vi tanto cover bom e diferente ao mesmo tempo! Foi demais. Eu e o Chandler estávamos quase na cara do palco, os outros ficando, bebendo...mas isso não importa. Mas perfeito, perfeito não foi. Tinha um guri que eu conhecia lá e por desentendimentos, eu acho que ele achou que eu queria ficar com ele o que nao foi e ficou uma situação bem chata. Mas acontece. E esse foi um dia feliz! E eu fui para casa do Chandler ás 4:00 dormir com a sensação de missão comprida.
      Foi aí que um mês depois, uma das gurias minhas amigas que foram, a Dani, me convidou para ir de novo e eu ok. Só de lembrar do cover de "All my lovin"... Oh my God vamos amiga!!. Para começar a ida já foi uma merda. Foi tanta coisinha enjoadinha que aconteceu só na parte de se arrumar que eu me irrito só de pensar. A gente tinha combinado de pegar um ônibus para ir até o Opinião e aí que a coisa começa: A Dani ficava toda 'vou' 'não vou' por causa de uma briga com o namorado. E o 'vou' era para trair ele e o 'não vou' era de perdi até a vontade. Nesse meio tempo, eu disse sucessivas vezes que talvez fosse melhor a gente voltar e sei lá, comer uma pizza, ou ir para outro lugar, eu e um amigo que ela tinha convidado também. Mas não, ela disse que não era justo e que ele não importava e todo aquele bla-bla-bla. Entao tá. Fomos nós! O mesmo lugar, a mesma fila, talvez as mesmas pessoas, mas uma noite totalmente diferente. Passando pela fila, a Dani encontra uns guris que ela tinha conhecido lá e nisso ela começa a bater o maior papo...Sem eu e o amigo dela. Nós dois, poker face, começamos a conversar fiado e depois de um tempinho, entendi que que dois guris que eram melhores amigos, estavam a fim da Dani. Ou seja, a novela ia ser toda em volta dela e eu ia ficar de fora. E foi exatemente isso que aconteceu quando entramos lá. No começo eu e a Dani até rimos juntas, dançamos...mas foi questão de tempo até ela sumir com um bando de guri. (Dani se você estiver lendo encare os fatos: Foi verdade. E eu ainda não te perdoo por esse dia).
      E nada mais ajudava: A banda desse dia era uma merda: Uma mulher [Veja bem, eu tenho um certo preconceito por vocais femininos] com a voz mais aguda e fina que a minha; Parecia ser 'noite baile da saudade' por que só tinha gente de 35 para cima. Até apareceu um loirão alto lá, mas ele foi embora logo em seguida. Te entendo amigo, o lugar estava uma bosta. E nisso aparece um suposto 'amigo' desses caras lá da Dani que queria dançar comigo. Mas ele era chato e não importava as mentiras e desculpas que eu inventasse ele não saia de volta ignorando totalmente o amigo esse da Dani. (AHHHHHHH QUE DIA HORRÍVEL...e eu tinha estudado e trabalhado um monte ainda) Depois de horas boiando com o amigo da Dani, que daí eu descobri que era deficiente visual [QUEM DIABOS LEVA ALGUÉM COM PROBLEMAS VISUAIS NUM LUGAR QUE PISCA LUZES A NOITE INTEIRA?], nós dois chateados, queríamos ir embora e seguidas discussões depois com a Dani, fomos para casa! Ela se encostou junto, mas eu só sei que não paguei nada do táxi ou bebida! -Ui como eu sou malvada-
     E foi assim que a vida me trollou mais uma vez, deixando 2 a 0 para ela. O melhor foi o carinho e apoio das pessoas: A mãe do Chandler contando que já tinha vivido um progama de índio assim também, meus avós, minha vizinha...várias histórias ♥ *risadas.
      Me desanimei de ir em festas. Mas shows não...esses eu não desisto. Mas isso já são outras histórias...











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